DOS SONS DO ENGENHO AOS DA GRANDE CIDADE: A PESSOA NEGRA EM CANÇÕES DE CHICO BUARQUE
Palavras-chave:
Negros, Chico Buarque, Consciência moral socialResumo
O artigo reflete acerca da negritude a partir de fragmentos da obra do artista brasileiro Chico Buarque de Hollanda (1944), tendo por prisma a discussão de práticas religioso-sociais mais humanizantes e integradoras, frente a comportamentos que estigmatizam e perpetuam vozes segregacionistas. À vista disso, permitindo-se interpelar pelo negro – sujeito submetido à complexas realidades - se propõe a interação entre a comunidade afrodescendente, com suas raízes e identidade próprias, e a consciência moral social dos crentes. Instigada pela arte de Buarque, a abordagem será realizada através de três momentos, orquestrados por canções: “O velho Francisco” (1987); “Sinhá” (2011) e “As caravanas” (2017). Na identificação de tal pessoa - em dignidade, individualidade e religiosidade própria - presente nas músicas, deseja que o debate supere contextos multifacetados de violência, normalizadores morais e excludentes, reconhecendo nestes o exercício de poder de morte emergido por todas as camadas da sociedade, inclusive no âmbito religioso.
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